16-11-07
Estamos a transferir os conteúdos deste blog para o site http://www.quentalbiologico.wordpress.com/. Gratos pela consideração.
08-11-07
Produtos biológicos no S. Martinho (Terras de Bouro)
S. Martinho é comemorado no próximo fim este fim-de-semana, em Terras de Bouro, sob o signo dos produtos biológicos. "São três dias com produtos de alta qualidade, não massificados, em vez da quantidade impera a qualidade", refere o presidente da Câmara, António Afonso, na apresentação da sétima Feira-Mostra. Para além da carne de cabrito, dos cereais e dos legumes, vão ser revividas tradições minhotas no centro da vila. Uma desfolhada aberta a todos os interessados, uma chega de bois e provas de produtos estão também elencadas no programa.
O fim-de-semana conta também com duas novidades a apresentação de mais um trilho pedestre dedicado aos moinhos, onde foram recuperados 30 objectos ligados à água na freguesia de Santa Isabel do Monte, e um concurso fotográfico cujo foco são as inúmeras potencialidades do concelho.
Um passeio a Vilarinho das Furnas, onde 70% da aldeia estão fora de água, é complementado com uma exposição da antiga localidade, patente nos Paços de Concelho. Vilarinho das Furnas terá em breve um museu subaquático. A apresentação do projecto está para breve e as obras devem ser contempladas pelo Quadro Comunitário de Apoio. Fonte JN
21-10-07
Um concurso para escolas e o lançamento de uma marca nacional são as novidades da Semana Bio 2007, que decorre de 17 a 25 de Novembro sob o tema da perda da biodiversidade para tentar "mudar mentalidades".
Depois de uma primeira edição dedicada à divulgação do conceito "bio", no ano passado, a Semana Nacional da Agricultura Biológica pretende agora "puxar pelo mercado" português e lembrar produtores e consumidores de que a agricultura é hoje a principal responsável pelas transformações que o planeta tem vindo a sofrer, sobretudo a nível do clima.
Segundo Alfredo Sendim, da direcção da Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica (Interbio), à alteração de valores terá de se associar o apoio do governo, que, "mais do que dar subsídios", deverá apostar na credibilização das entidades certificadoras, no aumento da notoriedade do conceito e em dar também o exemplo, organizando e participando em variadas iniciativas e campanhas.
A segunda edição da Semana Bio contará, por isso, com a presença já confirmada do Presidente da República, do Primeiro-ministro e dos responsáveis pelos Ministérios do Ambiente e da Agricultura, que irá promover uma exposição permanente sobre azeite biológico.
O lançamento de uma marca 100 por cento nacional que contempla desde produtos hortícolas a carnes e cereais, da responsabilidade da Interbio, e um concurso para premiar a escola do ensino básico ou secundário que mais se empenhar na divulgação do sector são as principais novidades do programa, cujo número de iniciativas deverá superar o de 2006.
"O que pedimos às escolas é uma reflexão interna, mas também uma acção direccionada para o exterior, através de exposições de fotos ou desenhos e outras iniciativas livres. A vencedora recebe, durante três meses, uma refeição semanal totalmente 'bio' para o refeitório", avançou Alfredo Sendim.
No ano passado, a primeira Semana Nacional da Agricultura Biológica envolveu milhares de pessoas em mais de 700 acções por todo o país, incluindo a distribuição de 150 mil folhetos informativos e de sete mil refeições em universidades e outras instituições, além de degustações, passeios, palestras, conferências e promoções em lojas e restaurantes.
Fonte de informação: Congafri
20-10-07
Semana Bio - 17 a 25 Novembro 2007
Por um planeta com futuro. Porque podemos comer e viver de forma mais saudável, porque os nossos filhos podem ter um mundo melhor. Bio é para todos.
Depois do sucesso de 2006 a semana bio 2007 – Semana Nacional da Agricultura Biológica – volta a realizar-se em Novembro deste ano.
Em 2007 vamos mais longe e mais fundo no nosso objectivo: dar aos consumidores mais informação, toda a informação sobre os produtos da agricultura biológica, sobre as vantagens e a importância de consumir bio.
Com o lançamento em 2006 da semana bio, a INTERBIO – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica – apostou em dar a conhecer ao maior número possível de consumidores o que são os produtos biológicos, a enorme variedade de produtos que existem, as vantagens que têm para cada um e para o nosso mundo, como são produzidos, como são comercializados, como é controlado o seu modo de produção, como distinguir um rótulo, porque são mais saudáveis, mais seguros, mais saborosos.
E deu ênfase também à crescente importância económica e social da agricultura biológica na fixação das populações, na criação de empregos, no aumento das exportações e num crescimento económico sustentado.
Por todo o país, milhares de pessoas participaram nas mais de 700 acções da semana bio 2006.
Foram distribuídos cerca de 150.000 folhetos – incluindo 80.000 com um Jornal diário – foram servidas mais de 7.000 refeições bio em Universidades e outras instituições, houve promoções, degustações, passeios, visitas, palestras, conferências, muita animação em lojas, grandes superfícies e restaurantes.
Houve também uma prova de azeites com o Presidente da República, um almoço 100% bio servido ao Primeiro-Ministro e a vários membros do Governo, e uma intensa cobertura mediática através das televisões, de rádios nacionais e locais, de jornais e revistas e da internet que fizeram chegar a informação a muitos e muitos consumidores.
Foi uma acção inédita, eficiente e que ultrapassou todas as expectativas. Mas é preciso insistir, é preciso ir mais longe e mais fundo.
É preciso continuar a informar mais e mais consumidores sobre o que são os produtos bio e sobre as vantagens de os consumir.
Mas há também uma urgência que merece ser sublinhada na semana bio de 2007: a importância de consumir bio para garantir um planeta com futuro, para preservar a biodiversidade, para travar o aquecimento global, para tornar sustentável o nosso mundo e o dos nossos filhos.
Vamos informar e mobilizar ainda mais consumidores e contamos para isso com todo o sector da agricultura biológica: produtores, transformadores, comerciantes e técnicos.
Em 2007 queremos ultrapassar o sucesso de 2006 ! Bio é para todos.
A semana bio é feita das iniciativas e da imaginação de todos, em todos os sectores, de norte a sul. Entre 17 e 25 de Novembro a sua iniciativa é muito bem-vinda e vai dar mais força a este grande evento nacional.
Aqui ficam algumas sugestões no site da como pode participar:INTERBIO
10-10-07
Raiz de Pastinaca (Xerovia, Pastinaga, Cherovia, Chirivía)
Outras línguas: Parsnip, Pastinake, Panais
Nome científico-Pastinaca Sativa
Temos em algumas regiões do País óptimas condições para a plantação desta planta, que pulula por todo o lado, selvagem, no nosso território da Beira Interior e Trás-os-Montes. Já era usada largamente pela civilização Greco-romana; por exemplo o imperador Tibério não passava sem ela. Antes do aparecimento da batata no século XV, era a par da castanha um legume incontornável nas nossas panelas à lareira. No nosso país é ainda cultivada e utilizada na Beira Interior, principalmente na Cova da Beira (Covilhã-Fundão). Infelizmente tem estado arredia dos hábitos alimentares dos portugueses. As pastinacas demoram algum tempo a crescer, pelo que devem ser semeadas logo no início da Primavera A germinação é muito lenta, mesmo nas sementes mais frescas.
Sabor
A pastinaca parece-se com uma grande cenoura branca. O seu sabor é uma mistura da cenoura, nabo, avelã e noz. Tem sabor mais adocicado que a cenoura e o nabo. O seu paladar e aromas são únicos.
Têm imensas qualidades alimentares e virtudes terapêuticas:
- É um reconstituinte, pelos seus minerais e vitaminas C, B1 (tiamina) e B3 (niacina).
- O seu teor em hidratos de carbono ultrapassa o da cenoura.
- É rica em potássio, em cálcio, em fósforo, em ferro e em fibras.
- Possui proprieades tónicas, diuréticas, desintoxicantes, anti-reumáticas e emenagogas.
- Facilita a digestão. Aclama a tosse. É afrodisíaca.
- É recomendada no tempo frio.
Estados e problemas de saúde que a pastinaca pode benefeciar
- Reumatismo.
- Digestão lenta.
- Eliminação renal fraca.
- Amenorréia.
- Tosse.
- Falta de líbido.
- Tubercolose febril.
Modo de consumo
- A pastinaca consome-se com a casca, apenas escovada. Presta-se a ser comida como a cenoura.
- Pode consumir-se cozida em sopas ou molhos, em purés, assadas no forno ou salteadas com nozes e vinho da Madeira ou do Porto ou como acompanhamento. Realça maravilhosamente o sabor da sopa, sendo nesta um óptimo substituto da batata.
- Pode-se consumir crua, sozinha ou acompanhada por outros legumes.
- Os irlandeses fazem uma magnífica cerveja com a raiz e os ingleses são maiores apreciadores desta raiz.
Conservação
- A pastinaca conserva-se cerca de quatro semanas no frigorífico ( num saco perfurado a fim de evitar a condensação que a faz apodrecer).
- Numa cave pode ser conservada de dois a três meses.
O "Quental Biológico" e a Pastinaca em Coimbra
O Quental biológico fornece em Coimbra esta maravilhosa planta aos seus clientes e em modo de Produção Biológica. Estamos também a incentivar os nossos fornecedores a produzirem-na. Infelizmente na cidade mais ninguém vende pastinaca; ou pelo menos eu não conheço.
Nota: Gostaríamos de conhecer produtores em modo de produção biológica de xerovia na Cova da Beira ou Beira Interior.
Fonte de Informação: Guia dos Alimentos Vegetais: Jean-Claude Rodet, Gradiva, 2006
Agricultura Biológica: Produção e Consumo
De acordo com dados estatísticos recentes, a nível global existem actualmente mais de 26 milhões de hectares de área biológica em todo o mundo. Os países que apresentam maior crescimento são a Austrália (11,3 milhões de hectares, a Argentina (2,8 milhões de hectares) e a Itália com mais de 1 milhão de hectares. É na Europa que se concentra maior área de terreno cultivada, embora se verifique que, na União Europeia, o aumento se deve à entrada dos novos Estados-membros que contribuiram só por si com mais de meio milhão de hectares.
A diferença entre os países ainda é substancial. Mais de 12% da terra na Áustria é cultivada em modo biológico, 10% na Suiça, 6% na República Checa. Em alguns países não chega ainda a 1%. A Itália só por si, reúne o maior número de explorações e a maior área, sendo aí que se situa quase um quinto da área da União Europeia em modo de produção biológico.
A Alemanha por outro lado, é o maior mercado nacional da Europa, com quase 1 terço do volume de mercado europeu. Outros países em que o volume de vendas é superior a 1 bilião de euros são a França, o Reino Unido e a Itália. Enquanto que na Alemanha, Itália e Suiça, o mercado cresceu anualmente 5% no Reino Unido o crescimento foi de 10%.
Estudos realizados concluem, que os consumidores Europeus gastam 2 vezes mais em alimentos biológicos do que nos anos 90. No entanto o preço continua a ser uma condicionante na medida em que os consumidores não estão disponíveis para pagar mais.
O custo dos alimentos biológicos é mais elevado do que os convencionais porque o preço marcado reflecte o verdadeiro custo de produzir: inclui a limpeza da água, os custos de produzir, colher, transportar e armazenar. Para além disso tem que responder a regras estritas impostas por um regulamento o que não acontece na agricultura convencional. Por outro lado a gestão e o trabalho que o modo de produção biológico exige é quase sempre mais dispendioso do que a aplicação de produtos fitofarmacêuticos.
Muitos dos custos adicionais dos produtos biológicos são também gerados ao longo da cadeia de processamento e distribuição, o que está relacionado com a quantidade relativamente menor de produtos que são transacionados. Se a oferta disponível crescer nos próximos anos, os preços dos produtos ao consumidor tenderão potencialmente a descer sem afectar em grande medida o rendimento do produtor.
O verdadeiro custo dos produtos biológicos não é apenas o preço a que é vendido, os produtos biológicos transportam custos escondidos. As rotações de culturas que mantêm a fertilidade dos solos, os elevados cuidados prestados com o bem estar animal, a restrição na utilização de inputs químicos, e a preservação do ambiente e dos habitats naturais, implicam custos de produção mais elevados.
Os sistemas biológicos consideram que a saúde do consumidor está directamente ligada com a saúde dos alimentos e à saúde do solo.
A agricultura biológica tem como objectivo a produção de alimentos de qualidade a partir de um solo saudável e em equilíbrio nutricional. Os regulamentos comunitários determinam aquilo que os agricultores podem e não podem fazer durante todo o processo produtivo dando grande importância e prioridade à protecção do ambiente.
A agricultura biológica melhora a estrutura dos solos e assegura a conservação e utilização sustentável da biodiversidade, restaura o equilíbrio ambiental e é sustentável a longo termo.
Na produção vegetal são aplicadas diferentes práticas: cobertura do solo com leguminosas, utilização de composto de vegetais ou de fertilizantes pouco solúveis, adopção de medidas preventivas para controlo das pestes e doenças, escolha das espécies e variedades mais apropriadas, rotações, controlo mecânico de infestantes e protecção de organismos benéficos.
Na pecuária procura-se aproximar os animais do seu habitat natural que são alimentados com alimentos biológicos. As raças são seleccionadas de acordo com o seu ambiente natural e resistência a doenças. È proibida a utilização de antibióticos, aditivos, hormonas e reguladores de crescimento. Os tratamentos devem basear-se tanto quanto possível em produtos medicinais naturais. Os antibióticos e outros tratamentos químicos alopáticos só serão permitidos para fins terapêuticos sob condições estritamente controladas.
É por este motivo que geralmente se atribui maior segurança aos alimentos biológicos relativamente aos convencionais.
Contudo, também podem encontrar-se exemplos de baixa segurança em produtos biológicos, como por exemplo micotoxinas em cereais biológicos expostos a condições de armazenagem inapropriadas ou infecções de salmonellas causadas por exposições demasiado longas a condições ao ar livre.
Diversos estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que os alimentos biológicos são substancialmente mais saudáveis relativamente aos convencionais:
- apresentam em média 63% mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdénio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio e 60% mais zinco;
- têm níveis mais elevados de anti-oxidantes com capacidades anti-cancerígenas, estimulantes do sistema imunológico e redutores do efeito de envelhecimento. Muitos desses compostos são fabricados pelas plantas em resposta ao stress ambiental e a sua produção é interrompida com a aplicação de pesticidas e herbicidas;
- contêm 6 vezes mais ácido salisílico. Esta substância é responsável pela acção anti-inflamatória da aspirina e ajuda a combater o endurecimento das artérias e o cancro do intestino;
- em média têm maiores índices de vitamina C, minerais e nutrientes;
- a utilização de composto e adubo orgânico, quando de boa qualidade, contribuem para a redução de infecções por Escherichia coli e micotoxinas nos alimentos;
- contêm menos água;
- ovos de produção biológica analisados continham em média 4 vezes mais vitamina A e eram isentos de resíduos de substâncias químicas;
Sabe-se também que o consumo prolongado de alimentos que contêm substâncias químicas, provoca a acumulação da sua concentração no sangue e urina. Muitos destes produtos químicos são conhecidos por danificar os sistemas hormonais, nervosos e imunológicos, estando-lhes associado o aparecimento de certos tipos de cancro, desordens neurológicas, problemas de reprodução e doenças auto-imunes como a asma ou a fadiga crónica.
Apesar de a maioria dos estudos efectuados comprovarem estes dados, existe também grande controvérsia já que numerosos estudos tentam provar o contrário e demonstrar não haver evidências claras quanto à melhor qualidade nutritiva ou organoléptica dos alimentos biológicos.
Contudo, é unânime reconhecer as vantagens da não utilização de químicos prejudicais no cultivo de plantas em modo de produção biológico.
Em Portugal, o aumento de consciência relativamente à saúde e ao ambiente tem provocado um crescimento de interesse em alimentos e fibras naturais. O suporte financeiro oferecido pela União Europeia e a subida dos preços de mercado têm cativado os produtores. Por outro lado em alguns locais, a agricultura tradicional aproxima-se da biológica o que facilita a conversão.
A oferta no entanto continua inferior à procura, reflectindo o facto de que a agricultura biológica está ainda num estado inicial. O Plano de Acção Europeu para a Agricultura Biológica, a implementação de outras políticas de suporte, o facto de este ser um mercado com potencial e em crescimento e o aumento da actividade de investigação são factores que permitem prever que a área em modo de produção biológico continue a crescer nos próximos anos.
Fonte: AMAP
09-10-07
Mercadinho no Botânico (a decorrer no dia 12 e 27 de Outubro-Sábado)
O Mercadinho Biológico foi fundado pelo Quental Biológico, com os seus produtos de agricultura biológica, em colaboração com o Departamento de Botânica e alguns produtores locais no longínquo Maio de 2004.
É uma iniciativa de apoio e promoção da agricultura sustentável (com destaque para a agricultura ecológica) como forma de produzir alimentos saudáveis sem prejudicar o meio ambiente. No Mercadinho pode encontrar produtos hortícolas e frutas da época assim como alguns produtos transformados.
São sabores autênticos, sem químicos ou pesticidas, num espaço que desperta os sentidos - ou não se tratasse de um dos mais notáveis jardins botânicos da Europa.
As barraquinhas, sob a folhagem das grandes árvores, exibem os mais frescos produtos hortícolas da época, bem como compotas, pão, ervas medicinais e produtos transformados como sumos e esparguete.
A iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Às 10.00, começa a azáfama. É necessário montar as mesas, alinhá-las, expor os alimentos. Com um número de vendedores que varia mediante a época do ano e a existência de produtos que o justifiquem. O espaço pretende "incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental, o que está a acontecer lentamente, visto estarem ainda muito virados para a agricultura convencional", afirma Ambra Sedlmayr, que trabalha neste projecto junto do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, "entidade que disponibilizou o espaço no jardim para actividades de agricultura biológica". Os frequentadores assumem que "a feira compensa pelo concentrado de sabor dos alimentos".
Esta iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Pretende-se também incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental.
Em resumo o Mercadinho do Botânico de Coimbra é uma feira bimensal ( segunda e quarta semana de cada mês) que visa promover a agricultura sustentável - incluindo a agricultura biológica - assim como hábitos de consumo sustentáveis.
21-09-07
Negociar e Proteger a Biodiversidade
Prioridade passa pela protecção do montado
Centenas de perus passeiam ao ar livre, num enorme cercado. São de raça autóctone, em tempos aqui criada, e bicam o chão. Não tomam antibióticos para curar constipações e crescem naturalmente, sem químicos na alimentação. Na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, é tudo assim, biológico. E o cuidado na criação estende-se à transformação e à distribuição.
A aposta faz-se na diversificação e na excelência do produto. Mas aqui há outra prioridade essencial: proteger a biodiversidade. Há que atenuar os danos causados nas espécies e habitats, pois é nelas que assenta todo o negócio.
"Num mundo morto, não há negócio", afirma Alfredo Cunhal Sendim, gestor da propriedade, olhando à volta e enunciando as potencialidades do montado. "Os animais comem as plantas baixas, a árvore pode crescer, dá fruto, sombra e abrigo para outras espécies. E, se não fosse pela beleza e tranquilidade desta paisagem, ninguém gostava de vir para cá. É um habitat muito complexo e rico", afirma, explicando que nada é ao acaso e a gestão é complexa, cartografada e registada.
"Aqui, o montado parece abandonado porque os arbustos estão altos. Ali está mais limpo. Mas, neste lado, os animais podem esconder-se, comer. Ali há pouca matéria orgânica, pois é uma forma de parar as chamas em caso de fogo. Daqui a uns dias isto vai ser o reino dos porcos, que aqui vão ser libertados para comerem as bolotas." A estratégia da empresa Sousa Cunhal foca-se, acima de tudo, na regeneração do montado e na exploração máxima das suas potencialidades. "Sem este sistema de diversidade biológica, vivo e forte, não temos actividade económica."
Desta herdade alentejana saem hortícolas, enchidos, vinho, cereais, azeite, perus, derivados de ovelhas e cabras. E muito mais. Aposta-se na caça, planifica-se a exploração turística e abre-se a porta a acções de formação e sensibilização. Proteger as espécies de fauna como o gato-bravo, de flora como a orquídea ou um habitat de excelência, como o montado, é mais do que uma preocupação ambiental, é uma imposição ética que resume a filosofia da empresa. A mesma preocupação está subjacente quando se prefere uma forma de sementeira que não revolve a terra e evita a libertação de carbono para a atmosfera, se escolhem raças autóctones ou se utiliza um sistema israelita que mistura os ingredientes que servem de alimento ao gado de forma eficiente. "Temos de encontrar formas de negócio compatíveis com a biodiversidade. Na nossa actuação, temos de pensar nas próximas gerações", diz.
Negócio e biodiversidade. É esta associação de ideias que está subjacente à estratégia da Herdade do Freixo do Meio e que vai ao encontro do conceito que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer fomentar. Por isso, foi assinado ontem um protocolo entre as duas entidades. O Freixo compromete-se a continuar a desenvolver a sua produção de forma biológica, promovendo a eficiência energética e a poupança dos recursos naturais. O Estado, através do ICNB, prestará auxílio técnico, por exemplo, na identificação de acções de gestão que possam constituir-se como medidas compensatórias da perda de biodiversidade. Fonte DN
08-09-07
A Comissão Europeia definiu e clarificou os objectivos principais e regras aplicáveis à produção biológica e á rotulagem dos produtos biológicos, através da publicação do Regulamento (CE) n.º834/2007 do Conselho, do passado dia 20 de Julho
Entende-se por Produção Biológica a utilização do método de produção conforme as regras estabelecidas no presente regulamento em todas as fases de produção, preparação e distribuição. Consulte aqui o regulamento. Fonte Confagri
03-09-07
Sessão de trabalho em Figueira de Castelo Rodrigo sobre Olivicultura Biológica I
Rui Nobre Gonçalves, Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, vai amanhã presidir a uma sessão de trabalho em Figueira de Castelo Rodrigo sobre Olivicultura Biológica.
O Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) - 2007/2013, que aguarda aprovação de Bruxelas, aposta em fileiras agrícolas prioritárias. É o caso do Azeite.
Em Portugal a vocação dominante do olival português é para produção de azeite, com cerca de 96% do total da azeitona produzida destinada à obtenção de azeite e apenas cerca de 4% canalizada para a produção de azeitona de mesa.
As condições edafo-climáticas adaptadas à cultura e a sua localização em todo o território, com manchas relevantes em algumas regiões, com importante diversidade de variedades, potenciam os requisitos para a produção de azeite de qualidade.
Sendo Portugal um país com tradições nesta cultura mediterrânica e actualmente dependente de importações ( cerca de 50% do azeite consumido em Portugal é importado) o Governo quis dinamizar esta cultura tornando-a prioritária no FEDAER. Fonte Agroportal
07-07-07
1as Jornadas Nacionais de Olivicultura Biológica AAPIM, UTAD |
ENQUADRAMENTO E OBJECTIVOS |
LOCAL E DATA |
03-07-07
Agricultura biológica é mercado a explorar
Milho, arroz, luzerna e trigo são as culturas biológicas testadas no Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o--Velho. «Mostrar às pessoas que se trata de uma produção possível e de um sistema viável» foi o objectivo da visita ontem realizada
Com o objectivo de divulgar as tecnologias adoptadas num sistema de culturas em modo de produção biológica, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) promoveu ontem uma acção em que levou agricultores e técnicos a conhecerem o Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, onde são feitas, a título experimental, culturas biológicas de luzerna (planta forrageira), milho, arroz e trigo.
A agricultura biológica representa «um nicho de mercado em expansão, sustentado por melhores preços e com ajudas específicas no âmbito do novo quadro comunitário». O estudo em curso no Campo Bico da Barca pretende promover a linha de trabalho de alguns países da Comunidade Europeia, através de uma boa gestão das infestantes e na procura de fontes de azoto necessárias dentro de um sistema de culturas adequado.
A Itália é um exemplo no que diz respeito à produção de arroz biológico, uma vez que, integrada em sistemas de culturas adequados e no uso de novas tecnologias, cultiva grandes áreas, que já ocupam cerca de 14.000 hectares. Os responsáveis pelo campo experimental pretendem mostrar que «é possível explorar este nicho de mercado» em Portugal.
Os objectivos do sistema de culturas em modo de produção biológica passam por estudar tecnologias adequadas à gestão de infestantes em modo de produção biológica, encontrar fontes de azoto orgânico que permitam rentabilizar as produções das várias culturas, melhorar a fertilidade do solo, contribuir para a melhoria ambiental e obter produtos de alta qualidade.
O dia aberto sobre tecnologias adoptadas num sistema cultural em modo de produção biológica contou com a colaboração das cooperativas agrícolas de Montemor-o-Velho e Soure, que trataram de divulgar a iniciativa e mobilizar os agricultores. Serafim Andrade, biólogo da DRAPC, que se dedica, há 25 anos, à experimentação, revelou tratar-se de uma «iniciativa inovadora e única no país».
«Temos de ver quanto custa a matéria orgânica e quanto nos vai dar em termos de produção», sublinhou o biólogo, acrescentando que «não pode concorrer com o outro modo de produção». «Temos de ver que, na venda, os produtos biológicos têm um acréscimo de 30 por cento», disse, antes de lembrar que «a produção é mais cara, mas a venda também tem de ser».
Serafim Andrade reafirmou que «a qualidade paga-se». O objectivo passa por «criar pequenas ilhas dentro do vale em que este modelo possa desenvolver-se». A preocupação da iniciativa de ontem foi «mostrar que se trata de uma produção possível e de um sistema viável», embora reconheça a existência de um «problema de mentalidade».
A presença de «muita gente» foi uma «surpresa» para o biólogo da DRAPC. «A inscrição de seis professores da Escola Superior Agrária de Coimbra foi a primeira surpresa», disse, para logo explicar que a escola pode «dar uma grande ajuda». «Perante as dificuldades de entrada no mercado de trabalho, os alunos podem tornar-se empresários», anunciou.
Texto de João Henriques Fonte: diário de Coimbra
29-05-07
Produtos Biológicos de Montanha (Guarda)
O concelho da Guarda regista uma aposta crescente nos produtos biológicos de montanha. Uma área de negócio que é muito bem vista pelas entidades municipais.
“É uma área económica em que há boas experiências concretizadas, na Europa”, diz o presidente da Câmara da Guarda, que reconhece as excepcionais potencialidades da região. “Com a altitude e com a zona que o concelho tem, no Parque Natural da Serra da Estrela e espaço geográfico adjacente, temos características únicas para que possam ser desenvolvidos produtos biológicos de montanha”, refere Joaquim Valente, explicitando, nomeadamente, os casos do mel, queijo, frutos secos e micologia, para o que existem boas condições de desenvolvimento. Fonte DB
28-05-07
Mercadinho do Botânico-Agricultura sustentável ganha adeptos
Diversas actividades marcaram ontem o terceiro aniversário do Mercadinho do Botânico, onde apenas são comercializados produtos provenientes da agricultura sustentável
O único espaço em Coimbra onde apenas se vendem produtos alimentares amigos do ambiente festejou ontem o terceiro aniversário. Para assinalar a data, foram organizadas diversas iniciativas, que não só pretenderam mostrar as vantagens da agricultura sustentável, mas também revelar o Jardim Botânico, local que recebe duas vezes por mês o Mercadinho.
Na origem do Mercadinho esteve uma mostra de produtos biológicos levada a cabo há três anos pelo Quental Biológico em colaboração com alguns amigos produtores adeptos deste tipo de agricultura. «Teve muita afluência», recorda Paulo Coelho, o principal impulsionador deste pequeno mercado quinzenal.
De então para cá, o número de expositores/vendedores ultrapassou a dezena, mas não é qualquer um que pode comercializar no Jardim Botânico. «O regulamento é «muito restritivo. Por exemplo, não são permitidos trangénicos nem pesticidas nos produtos», explica Paulo Coelho.
Couves, alfaces, frutos secos, plantas aromáticas e medicinais e sal são alguns dos produtos à venda, no segundo e quarto sábado de cada mês, no Mercadinho, que tem vindo a ganhar cada vez mais clientes – Paulo Coelho estima que «milhares de pessoas» já tenham comprado produtos no local. Um dos assíduos é o presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva. «Sempre que posso, dou aos meus filhos produtos de agricultura biológica», assegura, lamentando que muitos falem neste tipo de agricultura, mas poucos a pratiquem.
Aos que utilizem o argumento de que os produtos oriundos da agricultura sustentável são mais caros, o professor catedrático contra-argumenta: «O alfaiate também é mais caro que o pronto-a-vestir, mas é melhor. Não deveríamos ter tanto cuidado com o que metemos para dentro de nós, como temos com a compra de um carro? Há pessoas que compram um BMW, mas comem a comida mais fast food que há».
Paulo Coelho procura desmistificar a questão do preço dos produtos. Lamenta que ainda exista especulação em torno do negócio, mas deixa uma garantia em relação ao Mercadinho: «Queremos que sejam os próprios produtores a vender os produtos, pois assim o preço não é alto». Deixa também claro que se está perante uma «agricultura de ponta», praticada por pessoas com elevado nível de escolaridade e profundo conhecimento técnico.
Defensor acérrimo do ambiente, João Gabriel Silva deixa a seguinte conclusão: «Só quando os efeitos resultantes das alterações climáticas começarem a cair na cabeça das pessoas, é que estas darão conta que a defesa do ambiente não é coisa de lunáticos e fundamentalistas». Por isso, é peremptório: «Nestas questões, não me importo que me considerem lunático».
Ao som de música clássica
Para assinalar o terceiro aniversário, o Mercadinho do Botânico contou ontem com um programa de animação, que começou com uma pequena actuação de alunos do Conservatório de Música de Coimbra. Durante pouco mais de meia-hora, foi possível comprar couves, flores ou mel ao som de música clássica.
Da parte da tarde, decorreu uma visita guiada (gratuita) ao Jardim Botânico, facto que Paulo Coelho destacou como exemplo da interacção do Mercadinho com diversas entidades, entre as quais o Departamento de Botânica da universidade. Fonte DC
25-05-07
O Parlamento Europeu aprovou, a 22 de Maio, a resolução legislativa sobre agricultura biológica e rotulagem de produtos biológicos, que pretende definir explicitamente objectivos, princípios e regras aplicáveis ao sector
O objectivo é aumentar a transparência e confiança dos consumidores, contribuindo para a harmonização do conceito de produção biológica na União Europeia. Em Março passado, os eurodeputados disseram-se a favor de uma regulamentação mais rigorosa, defendendo um limiar de contaminação acidental destes produtos por organismos geneticamente modificados não superior a 0,1 por cento. Fonte Confagri
22-05-07
Alfândega da Fé tem 1773 hectares de plantação biológica
As devidas equivalências fazem de Alfândega da Fé um concelho exemplo em Portugal: 5,5 por cento do território do concelho tem plantações biológicas. Para um total de 1773 hectares, pertencentes a 73 produtores, a Empresa de Desenvolvimento de Alfândega da Fé (EDEAF) desembolsou cerca de 35 mil euros para pagar a certificação dos produtos biológicos produzidos no concelho. Um investimento que Cruz Oliveira, administrador da empresa municipal, considera “positivo”. A passagem do tradicional para o biológico é uma decisão muitas vezes difícil de tomar pelos produtores. A primeira razão é que os terrenos devem estar entre um e dos anos de carência. Ou seja, um período de conversão em que não se podem administrar fertilizantes, mas que os produtos ainda não são biológicos, devido à influência das matérias químicas durante vários anos. Outras razões são, por exemplo, que “quando se está a fazer produção biológica as oliveiras dão menos azeitonas, ou seja, menos rendimento. A mão de obra é igual o que significa que o agricultor tem menos rendimento esperando depois que esse produto lhe seja pago melhor, para diferenciar a qualidade”, esclarece Cruz Oliveira. A iniciativa da autarquia em pagar a certificação dos produtos foi acolhida da melhor forma. Depois de em Fevereiro do ano passado ter anunciado um protocolo de financiamento - assinado com a empresa SATIVA - a parceria estendeu-se a mais duas empresas: Certiplanet e Socert. Nas duas semanas seguintes ao anúncio os interessados “choveram”. E a explicação é simples: 2006 foi o ano em que o governo cortou com os apoios das medidas agroambientais. A única forma encontrada por alguns produtores para continuarem no biológico - mais caro que o tradicional - foi recorrer ao apoio da empresa municipal EDEAF, que ronda, em média, os 500 euros.
Venda de produtos biológicos sempre a aumentar
A venda de produtos orgânicos tem crescido a uma média de 25 por cento anualmente. E os produtos de Alfândega da Fé não têm tido problemas de escoamento. A quantidade de leite biológico produzido chega já aos 1500 litros semanais, que serão canalizados para fazer queijos. Mas outra grande parte da produção de leite biológico do concelho está a ser vendida a privados do concelho de Torre de Moncorvo. Outro bom comprador é uma rede de lojas de nome “Quintinha”, na zona de Lisboa. E é para lá “que se devem canalizar os produtos”. O clube de produtores da SONAE está entusiasmado, mas há limitações nas quantidades. Mais um sinal de que há ainda muito para crescer. “Hoje, tal como se vai a um médico e se aconselha que façam fritos com azeite e não com óleos, que se consuma manteiga em vez de margarinas, também dentro de pouco tempo vamos ter médicos a dizer para procurar os produtos mais naturais, que são os biológicos”, antevê o administrador da EDEAF. A próxima Feira da Cereja será também um boa forma de sensibilização, “para que os consumidores procurem nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas os produtos biológicos que fazem melhor à saúde”. O desafio da EDEAF para 2008 vai ser a promoção de embalagens e colocação de produtos biológicos, junto dos pequenos produtores. Os produtos coma marca Terras de Alfândega vão também começar brevemente a aparecer no mercado. In Terra Quente
15-05-07
"Terra Mãe 2007" divulga agricultura biológica
Odivelas vai receber, pela primeira vez, a maior feira de agricultura biológica do país. De 18 a 20 de Maio, no Parque Urbano do Silvado, 70 expositores vão dar a conhecer aos visitantes da "Terra Mãe 2007" os benefícios dos produtos biológicos.Em exposição vão estar os sectores de produção agrícola, animal, silvicultura e pescas. Carne, fruta, ovos, leite e mel serão alguns dos produtos a marcar presença na feira. Os cerca de 15 mil visitantes esperados poderão também apreciar bolos tradicionais portugueses, vinho e derivados de aloé vera.
Outro dos temas fortes será a ecologia. "Hoje, o problema ambiental é um problema grave. E é nas crises que as pessoas se lembram que a saúde depende da boa alimentação", explica António Marques da Cruz, presidente da Agrobio, entidade responsável pela organização do certame.
Para contrariar esta lógica, segundo António Marques da Cruz, é necessário reforçar "o papel pedagógico" da agricultura biológica e da ecologia. Por isso, a "Terra Sã 2007" terá um espaço gratuito para crianças, onde se realizarão várias actividades, entre jogos, ateliês de educação ambiental, e construção de ninhos.
Pela primeira vez, está prevista a compensação ecológica da feira. "Cinquenta árvores vão ser plantadas no concelho de Odivelas, para compensar as emissões em carbono da feira", explica o presidente da Agrobio. Luís Garcia Fonte JN
27-04-07
Forte aposta nos caprinos biológicos
Pedro Antunes Pereira
Perto das nove e meia da manhã, as cerca de 270 cabras começam o seu percurso, rumo aos montes do Gerês para passaram mais um dia a pastar em escarpas quase inalcançáveis ou em prados a perder de vista. Com elas vão dois cães, "óptimos companheiros, sobretudo, quando sentem o lobo a farejar por perto". Manuel Afonso e a esposa, residentes no concelho de Terras de Bouro, são produtores de caprinos pelo modo biológico e pertencem à Associação de Produtores Biológicos de Terras de Bouro, constituída há cerca de um ano, dando seguimento a um projecto desenvolvido pela autarquia que alia o território à sustentabilidade.
Célia Rodrigues, Sílvia Ramos e Nuno Silva são os rostos visíveis da Associação de Produtores Biológicos que começou com 12 agricultores e hoje já vai nos 30.
"A agricultura convencional, aqui em Terras de Bouro, sempre obedeceu a modos de produção tradicionais, com as explorações pouco expostas a pesticidas. Isso permitiu que a reconversão para o modo biológico fosse imediata, não tendo os produtores que esperar os dois anos necessários em outras explorações", destacam os responsáveis pela associação.
Segundo Célia Rodrigues, "os agricultores tiveram, apenas, que ajustar o que já faziam aos novos métodos, mas foi uma transição pacífica". Nesta altura, existem 2170 caprinos em regime biológico, acompanhados por 60 bovinos, 35 ovinos e 40 cavalos. Há também colmeias (15) e sete produtores de plantas aromáticas e medicinais produzidas neste método biológico e todos eles já certificados.
A associação quer "transformar Terras de Bouro na capital do biológico em Portugal". Os próximos passos estão identificados vender os produtos criando uma marca própria, proceder ao seu abate em matadouros certificados e massificar os produtos biológicos "para acabar com aquela ideia que só a elite é que os consegue comprar".
Mas, a associação, com o apoio da câmara e da cooperativa agrícola quer associar as vertentes do turismo e da gastronomia, "óptimos parceiros para escoarem os produtos". É que a parte comercial é também considerada fundamental para a sustentabilidade dos produtores. Mas, para isso, a existência de uma marca é importante "porque com ela, o produtor está identificado, tornando a fidelização ao consumidor mais fácil". Uma meta para atingir já em 2008.
António Cracel tem pouco mais de 35 anos, mas lida com caprinos desde os 15. Tem 189 cabras e aderiu ao modo biológico "sem problema nenhum e sem qualquer dificuldade de adaptação, porque o que fazia era praticamente igual, excepto que agora não usamos pesticidas".
Enquanto não há uma rede de comercialização, o produtor vai vendendo a particulares e a talhos, mas espera que a aposta nos canais de distribuição permitam um maior escoamento dos produtos biológicos, facilitando a comercialização. Fonte JN 26-4-2007 (4)
10-04-07
A Associação Portuguesa de Horticultura (APH) e o Instituto Superior de Agronomia (ISA) promovem a 19 e 20 de Abril de 2007 o II Colóquio Nacional de Horticultura Biológica.
Este evento tem por objectivo dar continuidade à apresentação, análise e debate das bases científicas e técnicas necessárias ao modo de produção, de transformação e de comercialização de produtos de horticultura biológica (hortícolas, frutícolas, plantas aromáticas e medicinais, vinha e olival) dando assim sequência ao envolvimento de produtores, comerciantes, técnicos, investigadores e estudantes no debate das questões que envolvem a horticultura biológica nacional no âmbito dos seguintes temas:
1. Solos e Fertilização
2. Protecção de Culturas
3. Horticultura Herbácea
4. Cultivos lenhosos (Fruticultura, Viticultura e Olivicultura)
Inscrições:
Até 28 Fevereiro 2007
Sócios APH,
Docentes e Não Docentes do ISA – 100 €*
Não Sócios da APH – 120 €*
Estudantes – 50% Desconto**
Após 28 Fevereiro 2007
Sócios APH,
Docentes e Não Docentes do ISA – 120 €*
Não Sócios da APH – 140 €*
Estudantes – 50% Desconto**
A inscrição inclui: Actas do Colóquio, cafés, 1 almoço, jantar de encerramento e visita técnica
** Não inclui o jantar de encerramento.
É considerado Estudante até ao grau de Licenciatura
Mais informações:
Telefone: 21 365 33 97 (Ext. 3397)
Fax: 21 362 32 62
E-mail: hortbiologica2007@aphorticultura.pt
Site: www.aphorticultura.pt
Retirado do site do ICN
09-04-07
A Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, realizou um estudo segundo o qual os produtores biológicos de leite beneficiam de rendimentos mais elevados do que os agricultores convencionais
Os produtores de leite de agricultura biológica têm, na realidade menos vacas que produzem menos leite: 65 vacas leiteiras que produzem 23 litros de leite por dia, enquanto os produtores convencionais possuem uma média de 97 animais que produzem 29 litros de leite por dia.
Os rendimentos mais elevados do leite de agricultura biológica provêm dos preços praticados.
Este estudo destaca também, conforme noticia o Agrodigital, que os produtores de leite de agricultura biológica são os mais satisfeitos em relação aos seus rendimentos, mas não só. São os mais optimistas em relação ao futuro e os mais confortáveis com a sua qualidade de vida. Fonte: Agrodigital.com





