Quental Biológico

16-11-07

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09-10-07

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Mercadinho no Botânico em Coimbra

O Mercadinho Biológico foi fundado pelo Quental Biológico, com os seus produtos de agricultura biológica, em colaboração com o Departamento de Botânica e  alguns produtores locais no longínquo Maio de 2004.

É uma iniciativa de apoio e promoção da agricultura sustentável (com destaque para a agricultura ecológica) como forma de produzir alimentos saudáveis sem prejudicar o meio ambiente. No Mercadinho pode encontrar produtos hortícolas e frutas da época assim como alguns produtos transformados.

São sabores autênticos, sem químicos ou pesticidas, num espaço que desperta os sentidos - ou não se tratasse de um dos mais notáveis jardins botânicos da Europa.

As barraquinhas, sob a folhagem das grandes árvores, exibem os mais frescos produtos hortícolas da época, bem como compotas, pão, ervas medicinais e produtos transformados como sumos e esparguete.

A iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Às 10.00, começa a azáfama. É necessário montar as mesas, alinhá-las, expor os alimentos. Com um número de vendedores que varia mediante a época do ano e a existência de produtos que o justifiquem. O espaço pretende "incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental, o que está a acontecer lentamente, visto estarem ainda muito virados para a agricultura convencional", afirma Ambra Sedlmayr, que trabalha neste projecto junto do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, "entidade que disponibilizou o espaço no jardim para actividades de agricultura biológica". Os frequentadores assumem que "a feira compensa pelo concentrado de sabor dos alimentos".

Esta iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Pretende-se também incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental.

Em resumo o Mercadinho do Botânico de Coimbra é uma feira bimensal ( segunda e quarta semana de cada mês) que visa promover a agricultura sustentável - incluindo a agricultura biológica - assim como hábitos de consumo sustentáveis.

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21-09-07

Negociar e Proteger a Biodiversidade

Prioridade passa pela protecção do montado

Centenas de perus passeiam ao ar livre, num enorme cercado. São de raça autóctone, em tempos aqui criada, e bicam o chão. Não tomam antibióticos para curar constipações e crescem naturalmente, sem químicos na alimentação. Na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, é tudo assim, biológico. E o cuidado na criação estende-se à transformação e à distribuição.
A aposta faz-se na diversificação e na excelência do produto. Mas aqui há outra prioridade essencial: proteger a biodiversidade. Há que atenuar os danos causados nas espécies e habitats, pois é nelas que assenta todo o negócio.
"Num mundo morto, não há negócio", afirma Alfredo Cunhal Sendim, gestor da propriedade, olhando à volta e enunciando as potencialidades do montado. "Os animais comem as plantas baixas, a árvore pode crescer, dá fruto, sombra e abrigo para outras espécies. E, se não fosse pela beleza e tranquilidade desta paisagem, ninguém gostava de vir para cá. É um habitat muito complexo e rico", afirma, explicando que nada é ao acaso e a gestão é complexa, cartografada e registada.
"Aqui, o montado parece abandonado porque os arbustos estão altos. Ali está mais limpo. Mas, neste lado, os animais podem esconder-se, comer. Ali há pouca matéria orgânica, pois é uma forma de parar as chamas em caso de fogo. Daqui a uns dias isto vai ser o reino dos porcos, que aqui vão ser libertados para comerem as bolotas." A estratégia da empresa Sousa Cunhal foca-se, acima de tudo, na regeneração do montado e na exploração máxima das suas potencialidades. "Sem este sistema de diversidade biológica, vivo e forte, não temos actividade económica."
Desta herdade alentejana saem hortícolas, enchidos, vinho, cereais, azeite, perus, derivados de ovelhas e cabras. E muito mais. Aposta-se na caça, planifica-se a exploração turística e abre-se a porta a acções de formação e sensibilização. Proteger as espécies de fauna como o gato-bravo, de flora como a orquídea ou um habitat de excelência, como o montado, é mais do que uma preocupação ambiental, é uma imposição ética que resume a filosofia da empresa. A mesma preocupação está subjacente quando se prefere uma forma de sementeira que não revolve a terra e evita a libertação de carbono para a atmosfera, se escolhem raças autóctones ou se utiliza um sistema israelita que mistura os ingredientes que servem de alimento ao gado de forma eficiente. "Temos de encontrar formas de negócio compatíveis com a biodiversidade. Na nossa actuação, temos de pensar nas próximas gerações", diz.
Negócio e biodiversidade. É esta associação de ideias que está subjacente à estratégia da Herdade do Freixo do Meio e que vai ao encontro do conceito que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer fomentar. Por isso, foi assinado ontem um protocolo entre as duas entidades. O Freixo compromete-se a continuar a desenvolver a sua produção de forma biológica, promovendo a eficiência energética e a poupança dos recursos naturais. O Estado, através do ICNB, prestará auxílio técnico, por exemplo, na identificação de acções de gestão que possam constituir-se como medidas compensatórias da perda de biodiversidade. Fonte DN

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03-07-07

Agricultura biológica é mercado a explorar
Milho, arroz, luzerna e trigo são as culturas biológicas testadas no Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o--Velho. «Mostrar às pessoas que se trata de uma produção possível e de um sistema viável» foi o objectivo da visita ontem realizada
Com o objectivo de divulgar as tecnologias adoptadas num sistema de culturas em modo de produção biológica, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) promoveu ontem uma acção em que levou agricultores e técnicos a conhecerem o Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, onde são feitas, a título experimental, culturas biológicas de luzerna (planta forrageira), milho, arroz e trigo.
A agricultura biológica representa «um nicho de mercado em expansão, sustentado por melhores preços e com ajudas específicas no âmbito do novo quadro comunitário». O estudo em curso no Campo Bico da Barca pretende promover a linha de trabalho de alguns países da Comunidade Europeia, através de uma boa gestão das infestantes e na procura de fontes de azoto necessárias dentro de um sistema de culturas adequado.
A Itália é um exemplo no que diz respeito à produção de arroz biológico, uma vez que, integrada em sistemas de culturas adequados e no uso de novas tecnologias, cultiva grandes áreas, que já ocupam cerca de 14.000 hectares. Os responsáveis pelo campo experimental pretendem mostrar que «é possível explorar este nicho de mercado» em Portugal.
Os objectivos do sistema de culturas em modo de produção biológica passam por estudar tecnologias adequadas à gestão de infestantes em modo de produção biológica, encontrar fontes de azoto orgânico que permitam rentabilizar as produções das várias culturas, melhorar a fertilidade do solo, contribuir para a melhoria ambiental e obter produtos de alta qualidade.
O dia aberto sobre tecnologias adoptadas num sistema cultural em modo de produção biológica contou com a colaboração das cooperativas agrícolas de Montemor-o-Velho e Soure, que trataram de divulgar a iniciativa e mobilizar os agricultores. Serafim Andrade, biólogo da DRAPC, que se dedica, há 25 anos, à experimentação, revelou tratar-se de uma «iniciativa inovadora e única no país».
«Temos de ver quanto custa a matéria orgânica e quanto nos vai dar em termos de produção», sublinhou o biólogo, acrescentando que «não pode concorrer com o outro modo de produção». «Temos de ver que, na venda, os produtos biológicos têm um acréscimo de 30 por cento», disse, antes de lembrar que «a produção é mais cara, mas a venda também tem de ser».
Serafim Andrade reafirmou que «a qualidade paga-se». O objectivo passa por «criar pequenas ilhas dentro do vale em que este modelo possa desenvolver-se». A preocupação da iniciativa de ontem foi «mostrar que se trata de uma produção possível e de um sistema viável», embora reconheça a existência de um «problema de mentalidade».
A presença de «muita gente» foi uma «surpresa» para o biólogo da DRAPC. «A inscrição de seis professores da Escola Superior Agrária de Coimbra foi a primeira surpresa», disse, para logo explicar que a escola pode «dar uma grande ajuda». «Perante as dificuldades de entrada no mercado de trabalho, os alunos podem tornar-se empresários», anunciou.

Texto de João Henriques                           Fonte: diário de Coimbra

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28-05-07

Mercadinho do Botânico-Agricultura sustentável ganha adeptos
Diversas actividades marcaram ontem o terceiro aniversário do Mercadinho do Botânico, onde apenas são comercializados produtos provenientes da agricultura sustentável
O único espaço em Coimbra onde apenas se vendem produtos alimentares amigos do ambiente festejou ontem o terceiro aniversário. Para assinalar a data, foram organizadas diversas iniciativas, que não só pretenderam mostrar as vantagens da agricultura sustentável, mas também revelar o Jardim Botânico, local que recebe duas vezes por mês o Mercadinho.
Na origem do Mercadinho esteve uma mostra de produtos biológicos levada a cabo há três anos pelo Quental Biológico em colaboração com alguns amigos produtores adeptos deste tipo de agricultura. «Teve muita afluência», recorda Paulo Coelho, o principal impulsionador deste pequeno mercado quinzenal.
De então para cá, o número de expositores/vendedores ultrapassou a dezena, mas não é qualquer um que pode comercializar no Jardim Botânico. «O regulamento é «muito restritivo. Por exemplo, não são permitidos trangénicos nem pesticidas nos produtos», explica Paulo Coelho.
Couves, alfaces, frutos secos, plantas aromáticas e medicinais e sal são alguns dos produtos à venda, no segundo e quarto sábado de cada mês, no Mercadinho, que tem vindo a ganhar cada vez mais clientes – Paulo Coelho estima que «milhares de pessoas» já tenham comprado produtos no local. Um dos assíduos é o presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva. «Sempre que posso, dou aos meus filhos produtos de agricultura biológica», assegura, lamentando que muitos falem neste tipo de agricultura, mas poucos a pratiquem.
Aos que utilizem o argumento de que os produtos oriundos da agricultura sustentável são mais caros, o professor catedrático contra-argumenta: «O alfaiate também é mais caro que o pronto-a-vestir, mas é melhor. Não deveríamos ter tanto cuidado com o que metemos para dentro de nós, como temos com a compra de um carro? Há pessoas que compram um BMW, mas comem a comida mais fast food que há».
Paulo Coelho procura desmistificar a questão do preço dos produtos. Lamenta que ainda exista especulação em torno do negócio, mas deixa uma garantia em relação ao Mercadinho: «Queremos que sejam os próprios produtores a vender os produtos, pois assim o preço não é alto». Deixa também claro que se está perante uma «agricultura de ponta», praticada por pessoas com elevado nível de escolaridade e profundo conhecimento técnico.
Defensor acérrimo do ambiente, João Gabriel Silva deixa a seguinte conclusão: «Só quando os efeitos resultantes das alterações climáticas começarem a cair na cabeça das pessoas, é que estas darão conta que a defesa do ambiente não é coisa de lunáticos e fundamentalistas». Por isso, é peremptório: «Nestas questões, não me importo que me considerem lunático».
Ao som de música clássica
Para assinalar o terceiro aniversário, o Mercadinho do Botânico contou ontem com um programa de animação, que começou com uma pequena actuação de alunos do Conservatório de Música de Coimbra. Durante pouco mais de meia-hora, foi possível comprar couves, flores ou mel ao som de música clássica.
Da parte da tarde, decorreu uma visita guiada (gratuita) ao Jardim Botânico, facto que Paulo Coelho destacou como exemplo da interacção do Mercadinho com diversas entidades, entre as quais o Departamento de Botânica da universidade. Fonte DC

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17-09-06

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O Quental Biológico, convida-o a participar nas Jornadas de Agricultura Biológica em Coimbra que decorrerão entre 22 e 24 de Setembro.

Com o objectivo de apresentar informação estratégica sobre este modo de produção, nas vertentes de produção animal e vegetal, irão decorrer de 22 a 24 de Setembro no campus da Escola Superior Agrária de Coimbra as JORNADAS DE AGRICULTURA BIOLÓGICA. Este evento, que incluirá palestras temáticas e uma feira de produtos de agricultura biológica destina-se a todos aqueles que se preocupam com a qualidade dos alimentos que ingerem, bem como todos os que têm preocupações com a sua saúde e o ambiente que os rodeia e está aberto ao público em geral.
Estas jornadas surgem como resposta à forte concorrência que o sector agrícola português enfrenta, sendo um contributo fiável para responder a dificuldades, necessidades e solicitações crescentes na área da saúde, qualidade e segurança alimentar, bem como na área ambiental e da sustentabilidade.
Uma das oportunidades para o sector agrícola português é o aproveitamento de recursos naturais renováveis que permitam suprir as necessidades alimentares nacionais, potenciando o crescimento da competitividade industrial e o equilíbrio ambiental e criando valências ainda não exploradas para o desenvolvimento sustentado da agricultura portuguesa.
Conscientes de que este modo de produção desempenha um papel e um desafio importantes para a competitividade da agricultura portuguesa, conta-se com a presença de especialistas nesta área, dos quais se destacam o Engº Alfredo Cunhal Sendim, Dr. Lázaro Simbine, Dr. João Cabral Barata, Engº José Carlos Ferreira, Doutor Jean-Claude Rodet, Dr. Jacinto Palma Dias, Engº Fernando Serrador, Drª Graça Costa, Ângelo Rocha, Francisco Varatojo, entre muitos outros.

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