22-05-07
Alfândega da Fé tem 1773 hectares de plantação biológica
As devidas equivalências fazem de Alfândega da Fé um concelho exemplo em Portugal: 5,5 por cento do território do concelho tem plantações biológicas. Para um total de 1773 hectares, pertencentes a 73 produtores, a Empresa de Desenvolvimento de Alfândega da Fé (EDEAF) desembolsou cerca de 35 mil euros para pagar a certificação dos produtos biológicos produzidos no concelho. Um investimento que Cruz Oliveira, administrador da empresa municipal, considera “positivo”. A passagem do tradicional para o biológico é uma decisão muitas vezes difícil de tomar pelos produtores. A primeira razão é que os terrenos devem estar entre um e dos anos de carência. Ou seja, um período de conversão em que não se podem administrar fertilizantes, mas que os produtos ainda não são biológicos, devido à influência das matérias químicas durante vários anos. Outras razões são, por exemplo, que “quando se está a fazer produção biológica as oliveiras dão menos azeitonas, ou seja, menos rendimento. A mão de obra é igual o que significa que o agricultor tem menos rendimento esperando depois que esse produto lhe seja pago melhor, para diferenciar a qualidade”, esclarece Cruz Oliveira. A iniciativa da autarquia em pagar a certificação dos produtos foi acolhida da melhor forma. Depois de em Fevereiro do ano passado ter anunciado um protocolo de financiamento - assinado com a empresa SATIVA - a parceria estendeu-se a mais duas empresas: Certiplanet e Socert. Nas duas semanas seguintes ao anúncio os interessados “choveram”. E a explicação é simples: 2006 foi o ano em que o governo cortou com os apoios das medidas agroambientais. A única forma encontrada por alguns produtores para continuarem no biológico - mais caro que o tradicional - foi recorrer ao apoio da empresa municipal EDEAF, que ronda, em média, os 500 euros.
Venda de produtos biológicos sempre a aumentar
A venda de produtos orgânicos tem crescido a uma média de 25 por cento anualmente. E os produtos de Alfândega da Fé não têm tido problemas de escoamento. A quantidade de leite biológico produzido chega já aos 1500 litros semanais, que serão canalizados para fazer queijos. Mas outra grande parte da produção de leite biológico do concelho está a ser vendida a privados do concelho de Torre de Moncorvo. Outro bom comprador é uma rede de lojas de nome “Quintinha”, na zona de Lisboa. E é para lá “que se devem canalizar os produtos”. O clube de produtores da SONAE está entusiasmado, mas há limitações nas quantidades. Mais um sinal de que há ainda muito para crescer. “Hoje, tal como se vai a um médico e se aconselha que façam fritos com azeite e não com óleos, que se consuma manteiga em vez de margarinas, também dentro de pouco tempo vamos ter médicos a dizer para procurar os produtos mais naturais, que são os biológicos”, antevê o administrador da EDEAF. A próxima Feira da Cereja será também um boa forma de sensibilização, “para que os consumidores procurem nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas os produtos biológicos que fazem melhor à saúde”. O desafio da EDEAF para 2008 vai ser a promoção de embalagens e colocação de produtos biológicos, junto dos pequenos produtores. Os produtos coma marca Terras de Alfândega vão também começar brevemente a aparecer no mercado. In Terra Quente
Commentaires
Apesar de aspecto modesto esta loja é uma pequena maravilha vendendo produtos biológicos frescos a um preço imbatível e tem toda uma gama de produtos gromet únicos em Coimbra…apesar da humildade do local.
João Pedro
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