Quental Biológico

Produtos de Agricultura Biológica, a pensar na sua saúde e no ambiente. Rua Antero de Quental, 218 | Coimbra | Horário: Seg. a Sex. 11/14 - 16/19 | Sáb. 11/13 | 964197770 quentalbiologico@sapo.pt

21-10-07

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Um concurso para escolas e o lançamento de uma marca nacional são as novidades da Semana Bio 2007, que decorre de 17 a 25 de Novembro sob o tema da perda da biodiversidade para tentar "mudar mentalidades".

Depois de uma primeira edição dedicada à divulgação do conceito "bio", no ano passado, a Semana Nacional da Agricultura Biológica pretende agora "puxar pelo mercado" português e lembrar produtores e consumidores de que a agricultura é hoje a principal responsável pelas transformações que o planeta tem vindo a sofrer, sobretudo a nível do clima.
Segundo Alfredo Sendim, da direcção da Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica (Interbio), à alteração de valores terá de se associar o apoio do governo, que, "mais do que dar subsídios", deverá apostar na credibilização das entidades certificadoras, no aumento da notoriedade do conceito e em dar também o exemplo, organizando e participando em variadas iniciativas e campanhas.
A segunda edição da Semana Bio contará, por isso, com a presença já confirmada do Presidente da República, do Primeiro-ministro e dos responsáveis pelos Ministérios do Ambiente e da Agricultura, que irá promover uma exposição permanente sobre azeite biológico.
O lançamento de uma marca 100 por cento nacional que contempla desde produtos hortícolas a carnes e cereais, da responsabilidade da Interbio, e um concurso para premiar a escola do ensino básico ou secundário que mais se empenhar na divulgação do sector são as principais novidades do programa, cujo número de iniciativas deverá superar o de 2006.
"O que pedimos às escolas é uma reflexão interna, mas também uma acção direccionada para o exterior, através de exposições de fotos ou desenhos e outras iniciativas livres. A vencedora recebe, durante três meses, uma refeição semanal totalmente 'bio' para o refeitório", avançou Alfredo Sendim.
No ano passado, a primeira Semana Nacional da Agricultura Biológica envolveu milhares de pessoas em mais de 700 acções por todo o país, incluindo a distribuição de 150 mil folhetos informativos e de sete mil refeições em universidades e outras instituições, além de degustações, passeios, palestras, conferências e promoções em lojas e restaurantes.

Fonte de informação: Congafri

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20-10-07

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Semana Bio - 17 a 25 Novembro 2007
Por um planeta com futuro. Porque podemos comer e viver de forma mais saudável, porque os nossos filhos podem ter um mundo melhor. Bio é para todos.
Depois do sucesso de 2006 a semana bio 2007 – Semana Nacional da Agricultura Biológica – volta a realizar-se em Novembro deste ano.

Em 2007 vamos mais longe e mais fundo no nosso objectivo: dar aos consumidores mais informação, toda a informação sobre os produtos da agricultura biológica, sobre as vantagens e a importância de consumir bio.

Com o lançamento em 2006 da semana bio, a INTERBIO – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica – apostou em dar a conhecer ao maior número possível de consumidores o que são os produtos biológicos, a enorme variedade de produtos que existem, as vantagens que têm para cada um e para o nosso mundo, como são produzidos, como são comercializados, como é controlado o seu modo de produção, como distinguir um rótulo, porque são mais saudáveis, mais seguros, mais saborosos.
E deu ênfase também à crescente importância económica e social da agricultura biológica na fixação das populações, na criação de empregos, no aumento das exportações e num crescimento económico sustentado.
Por todo o país, milhares de pessoas participaram nas mais de 700 acções da
semana bio 2006.
Foram distribuídos cerca de 150.000 folhetos – incluindo 80.000 com um Jornal diário – foram servidas mais de 7.000 refeições bio em Universidades e outras instituições, houve promoções, degustações, passeios, visitas, palestras, conferências, muita animação em lojas, grandes superfícies e restaurantes.

Houve também uma prova de azeites com o Presidente da República, um almoço 100% bio servido ao Primeiro-Ministro e a vários membros do Governo, e uma intensa cobertura mediática através das televisões, de rádios nacionais e locais, de jornais e revistas e da internet que fizeram chegar a informação a muitos e muitos consumidores.
Foi uma acção inédita, eficiente e que ultrapassou todas as expectativas. Mas é preciso insistir, é preciso ir mais longe e mais fundo.
É preciso continuar a informar mais e mais consumidores sobre o que são os produtos bio e sobre as vantagens de os consumir.
Mas há também uma urgência que merece ser sublinhada na
semana bio de 2007: a importância de consumir bio para garantir um planeta com futuro, para preservar a biodiversidade, para travar o aquecimento global, para tornar sustentável o nosso mundo e o dos nossos filhos.
Vamos informar e mobilizar ainda mais consumidores e contamos para isso com todo o sector da agricultura biológica: produtores, transformadores, comerciantes e técnicos.
Em 2007 queremos ultrapassar o sucesso de 2006 ! Bio é para todos.

A semana bio é feita das iniciativas e da imaginação de todos, em todos os sectores, de norte a sul. Entre 17 e 25 de Novembro a sua iniciativa é muito bem-vinda e vai dar mais força a este grande evento nacional.
Aqui ficam algumas sugestões no site da como pode participar:INTERBIO

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10-10-07

Agricultura Biológica: Produção e Consumo 

De acordo com dados estatísticos recentes, a nível global existem actualmente mais de 26 milhões de hectares de área biológica em todo o mundo. Os países que apresentam maior crescimento são a Austrália (11,3 milhões de hectares, a Argentina (2,8 milhões de hectares) e a Itália com mais de 1 milhão de hectares. É na Europa que se concentra maior área de terreno cultivada, embora se verifique que, na União Europeia, o aumento se deve à entrada dos novos Estados-membros que contribuiram só por si com mais de meio milhão de hectares.
A diferença entre os países ainda é substancial. Mais de 12% da terra na Áustria é cultivada em modo biológico, 10% na Suiça, 6% na República Checa. Em alguns países não chega ainda a 1%. A Itália só por si, reúne o maior número de explorações e a maior área, sendo aí que se situa quase um quinto da área da União Europeia em modo de produção biológico.
A Alemanha por outro lado, é o maior mercado nacional da Europa, com quase 1 terço do volume de mercado europeu. Outros países em que o volume de vendas é superior a 1 bilião de euros são a França, o Reino Unido e a Itália. Enquanto que na Alemanha, Itália e Suiça, o mercado cresceu anualmente 5% no Reino Unido o crescimento foi de 10%.
Estudos realizados concluem, que os consumidores Europeus gastam 2 vezes mais em alimentos biológicos do que nos anos 90. No entanto o preço continua a ser uma condicionante na medida em que os consumidores não estão disponíveis para pagar mais.
O custo dos alimentos biológicos é mais elevado do que os convencionais porque o preço marcado reflecte o verdadeiro custo de produzir: inclui a limpeza da água, os custos de produzir, colher, transportar e armazenar. Para além disso tem que responder a regras estritas impostas por um regulamento o que não acontece na agricultura convencional. Por outro lado a gestão e o trabalho que o modo de produção biológico exige é quase sempre mais dispendioso do que a aplicação de produtos fitofarmacêuticos.
Muitos dos custos adicionais dos produtos biológicos são também gerados ao longo da cadeia de processamento e distribuição, o que está relacionado com a quantidade relativamente menor de produtos que são transacionados. Se a oferta disponível crescer nos próximos anos, os preços dos produtos ao consumidor tenderão potencialmente a descer sem afectar em grande medida o rendimento do produtor.
O verdadeiro custo dos produtos biológicos não é apenas o preço a que é vendido, os produtos biológicos transportam custos escondidos. As rotações de culturas que mantêm a fertilidade dos solos, os elevados cuidados prestados com o bem estar animal, a restrição na utilização de inputs químicos, e a preservação do ambiente e dos habitats naturais, implicam custos de produção mais elevados.
Os sistemas biológicos consideram que a saúde do consumidor está directamente ligada com a saúde dos alimentos e à saúde do solo.
A agricultura biológica tem como objectivo a produção de alimentos de qualidade a partir de um solo saudável e em equilíbrio nutricional. Os regulamentos comunitários determinam aquilo que os agricultores podem e não podem fazer durante todo o processo produtivo dando grande importância e prioridade à protecção do ambiente.
A agricultura biológica melhora a estrutura dos solos e assegura a conservação e utilização sustentável da biodiversidade, restaura o equilíbrio ambiental e é sustentável a longo termo.
Na produção vegetal são aplicadas diferentes práticas: cobertura do solo com leguminosas, utilização de composto de vegetais ou de fertilizantes pouco solúveis, adopção de medidas preventivas para controlo das pestes e doenças, escolha das espécies e variedades mais apropriadas, rotações, controlo mecânico de infestantes e protecção de organismos benéficos.
Na pecuária procura-se aproximar os animais do seu habitat natural que são alimentados com alimentos biológicos. As raças são seleccionadas de acordo com o seu ambiente natural e resistência a doenças. È proibida a utilização de antibióticos, aditivos, hormonas e reguladores de crescimento. Os tratamentos devem basear-se tanto quanto possível em produtos medicinais naturais. Os antibióticos e outros tratamentos químicos alopáticos só serão permitidos para fins terapêuticos sob condições estritamente controladas.
É por este motivo que geralmente se atribui maior segurança aos alimentos biológicos relativamente aos convencionais.
Contudo, também podem encontrar-se exemplos de baixa segurança em produtos biológicos, como por exemplo micotoxinas em cereais biológicos expostos a condições de armazenagem inapropriadas ou infecções de salmonellas causadas por exposições demasiado longas a condições ao ar livre.
Diversos estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que os alimentos biológicos são substancialmente mais saudáveis relativamente aos convencionais:
- apresentam em média 63% mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdénio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio e 60% mais zinco;
- têm níveis mais elevados de anti-oxidantes com capacidades anti-cancerígenas, estimulantes do sistema imunológico e redutores do efeito de envelhecimento. Muitos desses compostos são fabricados pelas plantas em resposta ao stress ambiental e a sua produção é interrompida com a aplicação de pesticidas e herbicidas;
- contêm 6 vezes mais ácido salisílico. Esta substância é responsável pela acção anti-inflamatória da aspirina e ajuda a combater o endurecimento das artérias e o cancro do intestino;
- em média têm maiores índices de vitamina C, minerais e nutrientes;
- a utilização de composto e adubo orgânico, quando de boa qualidade, contribuem para a redução de infecções por Escherichia coli e micotoxinas nos alimentos;
- contêm menos água;
- ovos de produção biológica analisados continham em média 4 vezes mais vitamina A e eram isentos de resíduos de substâncias químicas;
Sabe-se também que o consumo prolongado de alimentos que contêm substâncias químicas, provoca a acumulação da sua concentração no sangue e urina. Muitos destes produtos químicos são conhecidos por danificar os sistemas hormonais, nervosos e imunológicos, estando-lhes associado o aparecimento de certos tipos de cancro, desordens neurológicas, problemas de reprodução e doenças auto-imunes como a asma ou a fadiga crónica.
Apesar de a maioria dos estudos efectuados comprovarem estes dados, existe também grande controvérsia já que numerosos estudos tentam provar o contrário e demonstrar não haver evidências claras quanto à melhor qualidade nutritiva ou organoléptica dos alimentos biológicos.
Contudo, é unânime reconhecer as vantagens da não utilização de químicos prejudicais no cultivo de plantas em modo de produção biológico.
Em Portugal, o aumento de consciência relativamente à saúde e ao ambiente tem provocado um crescimento de interesse em alimentos e fibras naturais. O suporte financeiro oferecido pela União Europeia e a subida dos preços de mercado têm cativado os produtores. Por outro lado em alguns locais, a agricultura tradicional aproxima-se da biológica o que facilita a conversão.
A oferta no entanto continua inferior à procura, reflectindo o facto de que a agricultura biológica está ainda num estado inicial. O Plano de Acção Europeu para a Agricultura Biológica, a implementação de outras políticas de suporte, o facto de este ser um mercado com potencial e em crescimento e o aumento da actividade de investigação são factores que permitem prever que a área em modo de produção biológico continue a crescer nos próximos anos.

Fonte: AMAP

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09-10-07

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Mercadinho no Botânico (a decorrer no dia 12 e 27 de Outubro-Sábado)

O Mercadinho Biológico foi fundado pelo Quental Biológico, com os seus produtos de agricultura biológica, em colaboração com o Departamento de Botânica e  alguns produtores locais no longínquo Maio de 2004.

É uma iniciativa de apoio e promoção da agricultura sustentável (com destaque para a agricultura ecológica) como forma de produzir alimentos saudáveis sem prejudicar o meio ambiente. No Mercadinho pode encontrar produtos hortícolas e frutas da época assim como alguns produtos transformados.

São sabores autênticos, sem químicos ou pesticidas, num espaço que desperta os sentidos - ou não se tratasse de um dos mais notáveis jardins botânicos da Europa.

As barraquinhas, sob a folhagem das grandes árvores, exibem os mais frescos produtos hortícolas da época, bem como compotas, pão, ervas medicinais e produtos transformados como sumos e esparguete.

A iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Às 10.00, começa a azáfama. É necessário montar as mesas, alinhá-las, expor os alimentos. Com um número de vendedores que varia mediante a época do ano e a existência de produtos que o justifiquem. O espaço pretende "incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental, o que está a acontecer lentamente, visto estarem ainda muito virados para a agricultura convencional", afirma Ambra Sedlmayr, que trabalha neste projecto junto do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, "entidade que disponibilizou o espaço no jardim para actividades de agricultura biológica". Os frequentadores assumem que "a feira compensa pelo concentrado de sabor dos alimentos".

Esta iniciativa pretende, entre outras coisas, alertar para a necessidade de preservar a natureza e a saúde de todos com a prática de uma agricultura sustentável. Pretende-se também incutir nos consumidores uma maior consciência ambiental.

Em resumo o Mercadinho do Botânico de Coimbra é uma feira bimensal ( segunda e quarta semana de cada mês) que visa promover a agricultura sustentável - incluindo a agricultura biológica - assim como hábitos de consumo sustentáveis.

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15-01-07

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Informação Nutricional da Pastinaca
As pastinacas são mais ricas em vitaminas e minerais, do que a sua “prima” cenoura. Contêm pequenas quantidades de ferro e vitamina C. São particularmente ricas em potássio, com 600mg por cada 100g. As pastinacas são, também, uma excelente fonte de fibra. Cada 100g de pastinaca contém cerca de 55 calorias (230kJ) de energia.

Cultivo
As pastinacas não se dão em climas quentes, uma vez que o frio é necessário para o desenvolvimento e intensificação do seu sabor adocicado. Dão-se muito bem locais onde as estações do ano propícias ao crescimento das plantas são de curta duração. Preferencialmente o solo deve ser arenoso e lamacento; por oposição, solos demasiado rochosos ou argilosos não são adequados.
As sementes podem ser plantadas no ínicio da Primavera, assim que o solo esteja pronto para ser trabalhado. A sua colheita pode ser feita nos finais do Outono, (depois das primeiras geadas), e deve continuar ao longo do Inverno, até que o solo congele.
Mais do que as sementes de qualquer outro vegetal, as sementes da pastinaca deterioram-se facilmente se armazenadas por muito tempo, pelo que se aconselha o uso de sementes frescas todos os anos.
Atenção
Se andares em busca de vegetais selvagens, pelos campos ou bosques, é fácil confundir uma espécie venenosa e mortal - Conium maculatum – com as pastinacas. Por isso, aconselhamos-te a adquirires as pastinacas apenas nas superfícies comerciais.

Retirado do site do Centro Vegetariano.

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