Quental Biológico

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10-11-06

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Ficha da Azinheira 

Texto de Nuno Cruz António

Características, ecologia e utilizações de uma espécie florestal particularmente bem adaptada aos meios secos e agrestes do interior, símbolo de robustez.

TAXONOMIA
A azinheira (Quercus ilex spp rotundifolia) é uma angiospérmica dicotiledónea, também denominada uma folhosa. Pertence à ordem das Fagales, família das Fagáceas, género Quercus, sendo a espécie Quercus ilex e subespécie rotundifolia.
DESCRIÇÃO
Árvore de porte médio, com uma copa ampla e uma altura média de 15 - 20 m. Pode atingir, em casos extremos, os 25 m de altura. O tronco tem uma casca acinzentada ou parda. As folhas são persistentes, de cor verde-escura, brilhantes nas faces superiores e com indumento esbranquiçado nas inferiores. Têm uma forma ovada e lanceolada, com margem inteira ou muito ligeiramente serrada. O fruto da azinheira é a bolota, que tem uma forma oval, possuindo geralmente pedúnculo.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Sul da Europa.
Existe em todo o nosso país, espontaneamente, semeada ou plantada, adquirindo uma maior importância no interior alentejano. Aí forma povoamentos denominados montados de azinho, onde as azinheiras existem quase sempre em consociação com uma cultura agrícola ou pastagem. Encontram-se também em povoamentos mistos com sobreiro.

CONDIÇÕES AMBIENTAIS
É chamada uma "árvore de sombra", é muito resistente ao ensombramento, pelo que cresce melhor debaixo de árvores adultas. Tolera climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, bem como altitudes elevadas. Suporta bem todos os tipos de solos incluindo os esqueléticos e os calcários.
PROPAGAÇÃO

Propaga-se por semente. As sementes perdem rapidamente a capacidade de germinar.
CURIOSIDADES
A azinheira era chamado de ilex pelos romanos e Lineu manteve este nome no seu epíteto específico.
Dentro da espécie Quercus ilex, a sub-espécie rotundifolia é a que possui as bolotas mais doces, tendo, por isso, sido utilizadas durante muito tempo como alimento humano. Eram misturadas com trigo e outros cereais para se fabricar pão em anos de escassez, sendo por vezes assadas do mesmo modo que as castanhas.
 

UTILIZAÇÕES
As sua principal utilização é a produção de fruto que serve de alimento para porcos denominados de montanheira. São estes porcos de cor preta que produzem um presunto de alto valor comercial, o de pata-negra. As frutificações aparecem muito cedo sendo extremamente abundantes em anos favoráveis. As folhas mais baixas ou deixadas no solo como resultado de podas ou desbastes, servem como complemento de alimentação para o gado nas épocas do ano em que o pasto escasseia.
A madeira é muito dura e compacta, resistente ao polimento, não sendo muito utilizada. É, no entanto, um óptimo combustível para lume, sendo muito utilizada nas lareiras.
A medicina popular atribui aos frutos da azinheira propriedades curativas para diarreias e desinterias.

Texto retirado do site da Naturlink 

Nota: Nestas recentes férias estivemos em São João de Alportel à sombra desta majestosa árvore. A azinheira de Alportel é considerada uma das mias importantes azinheiras do País. Devido ao seu porte fora de comum foi-lhe atribuída em 1942 a classificação de árvore com Interesse Público.

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17-09-06

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A bela e vetusta alfarrobeira (Ceratonia siliqua L) encontra-se disseminada em grande quantidade no Algarve, sendo nativa da costa mediterrânica.

O seu fruto é a "alfarroba" que deriva do vocábulo árabe al kharoubah. É consumida como substituta do chocolate, com aparência idêntica e sabor mais suave.

A alfarroba é uma vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor castanha e sabor adocicado, que mede em torno de 10 a 20 cm. Dentro dessa vagem encontram-se de 10 a 16 sementes ou quilates. A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. E uma das suas características únicas é o seu peso ser sempre igual!

À semente, donde é extraída a goma  de elevada qualidade, tem múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa- tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açucares naturais, 18% de fibra, 0,2-0,6% de gordura 4,5% de proteínas e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g), fósforo e vitaminas. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos, levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças. O seu valor nutriconal é excelente e pobre em gorduras.

A sua farinha pode assim para substituir com vantagem o cacau (podendo-se elaborar mesmo tabeletes de alfarroba, que substituem o chocolate) e confeccionar deliciosas doçarias (tartes, bolos, doces...). Este condimento tem sido utilizado com bastante sucesso na gastronomia algarvia.

O pó de alfarroba, como substituto no leite, é verdadeiramente maravilhoso. Insisito o  leite com pó de alfarroba é um iguaria única.

Temos a sua disposição, no Quental Biológico, farinha, pó e bolos deliciosos de Alfarroba, de produção biológica, e ainda receitas (pode ler uma neste site ou então peça-nos directamente ou por e-mail).

Ajude-nos a dar a conhecer a nossa querida Alfarrobeira. Já me esquecia de dizer que é também excelente em sombreamento (o nosso carro que o diga).

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