08-11-07
Produtos biológicos no S. Martinho (Terras de Bouro)
S. Martinho é comemorado no próximo fim este fim-de-semana, em Terras de Bouro, sob o signo dos produtos biológicos. "São três dias com produtos de alta qualidade, não massificados, em vez da quantidade impera a qualidade", refere o presidente da Câmara, António Afonso, na apresentação da sétima Feira-Mostra. Para além da carne de cabrito, dos cereais e dos legumes, vão ser revividas tradições minhotas no centro da vila. Uma desfolhada aberta a todos os interessados, uma chega de bois e provas de produtos estão também elencadas no programa.
O fim-de-semana conta também com duas novidades a apresentação de mais um trilho pedestre dedicado aos moinhos, onde foram recuperados 30 objectos ligados à água na freguesia de Santa Isabel do Monte, e um concurso fotográfico cujo foco são as inúmeras potencialidades do concelho.
Um passeio a Vilarinho das Furnas, onde 70% da aldeia estão fora de água, é complementado com uma exposição da antiga localidade, patente nos Paços de Concelho. Vilarinho das Furnas terá em breve um museu subaquático. A apresentação do projecto está para breve e as obras devem ser contempladas pelo Quadro Comunitário de Apoio. Fonte JN
21-09-07
Negociar e Proteger a Biodiversidade
Prioridade passa pela protecção do montado
Centenas de perus passeiam ao ar livre, num enorme cercado. São de raça autóctone, em tempos aqui criada, e bicam o chão. Não tomam antibióticos para curar constipações e crescem naturalmente, sem químicos na alimentação. Na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, é tudo assim, biológico. E o cuidado na criação estende-se à transformação e à distribuição.
A aposta faz-se na diversificação e na excelência do produto. Mas aqui há outra prioridade essencial: proteger a biodiversidade. Há que atenuar os danos causados nas espécies e habitats, pois é nelas que assenta todo o negócio.
"Num mundo morto, não há negócio", afirma Alfredo Cunhal Sendim, gestor da propriedade, olhando à volta e enunciando as potencialidades do montado. "Os animais comem as plantas baixas, a árvore pode crescer, dá fruto, sombra e abrigo para outras espécies. E, se não fosse pela beleza e tranquilidade desta paisagem, ninguém gostava de vir para cá. É um habitat muito complexo e rico", afirma, explicando que nada é ao acaso e a gestão é complexa, cartografada e registada.
"Aqui, o montado parece abandonado porque os arbustos estão altos. Ali está mais limpo. Mas, neste lado, os animais podem esconder-se, comer. Ali há pouca matéria orgânica, pois é uma forma de parar as chamas em caso de fogo. Daqui a uns dias isto vai ser o reino dos porcos, que aqui vão ser libertados para comerem as bolotas." A estratégia da empresa Sousa Cunhal foca-se, acima de tudo, na regeneração do montado e na exploração máxima das suas potencialidades. "Sem este sistema de diversidade biológica, vivo e forte, não temos actividade económica."
Desta herdade alentejana saem hortícolas, enchidos, vinho, cereais, azeite, perus, derivados de ovelhas e cabras. E muito mais. Aposta-se na caça, planifica-se a exploração turística e abre-se a porta a acções de formação e sensibilização. Proteger as espécies de fauna como o gato-bravo, de flora como a orquídea ou um habitat de excelência, como o montado, é mais do que uma preocupação ambiental, é uma imposição ética que resume a filosofia da empresa. A mesma preocupação está subjacente quando se prefere uma forma de sementeira que não revolve a terra e evita a libertação de carbono para a atmosfera, se escolhem raças autóctones ou se utiliza um sistema israelita que mistura os ingredientes que servem de alimento ao gado de forma eficiente. "Temos de encontrar formas de negócio compatíveis com a biodiversidade. Na nossa actuação, temos de pensar nas próximas gerações", diz.
Negócio e biodiversidade. É esta associação de ideias que está subjacente à estratégia da Herdade do Freixo do Meio e que vai ao encontro do conceito que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer fomentar. Por isso, foi assinado ontem um protocolo entre as duas entidades. O Freixo compromete-se a continuar a desenvolver a sua produção de forma biológica, promovendo a eficiência energética e a poupança dos recursos naturais. O Estado, através do ICNB, prestará auxílio técnico, por exemplo, na identificação de acções de gestão que possam constituir-se como medidas compensatórias da perda de biodiversidade. Fonte DN
08-09-07
A Comissão Europeia definiu e clarificou os objectivos principais e regras aplicáveis à produção biológica e á rotulagem dos produtos biológicos, através da publicação do Regulamento (CE) n.º834/2007 do Conselho, do passado dia 20 de Julho
Entende-se por Produção Biológica a utilização do método de produção conforme as regras estabelecidas no presente regulamento em todas as fases de produção, preparação e distribuição. Consulte aqui o regulamento. Fonte Confagri
03-09-07
Sessão de trabalho em Figueira de Castelo Rodrigo sobre Olivicultura Biológica I
Rui Nobre Gonçalves, Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, vai amanhã presidir a uma sessão de trabalho em Figueira de Castelo Rodrigo sobre Olivicultura Biológica.
O Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) - 2007/2013, que aguarda aprovação de Bruxelas, aposta em fileiras agrícolas prioritárias. É o caso do Azeite.
Em Portugal a vocação dominante do olival português é para produção de azeite, com cerca de 96% do total da azeitona produzida destinada à obtenção de azeite e apenas cerca de 4% canalizada para a produção de azeitona de mesa.
As condições edafo-climáticas adaptadas à cultura e a sua localização em todo o território, com manchas relevantes em algumas regiões, com importante diversidade de variedades, potenciam os requisitos para a produção de azeite de qualidade.
Sendo Portugal um país com tradições nesta cultura mediterrânica e actualmente dependente de importações ( cerca de 50% do azeite consumido em Portugal é importado) o Governo quis dinamizar esta cultura tornando-a prioritária no FEDAER. Fonte Agroportal
07-07-07
1as Jornadas Nacionais de Olivicultura Biológica AAPIM, UTAD |
ENQUADRAMENTO E OBJECTIVOS |
LOCAL E DATA |
03-07-07
Agricultura biológica é mercado a explorar
Milho, arroz, luzerna e trigo são as culturas biológicas testadas no Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o--Velho. «Mostrar às pessoas que se trata de uma produção possível e de um sistema viável» foi o objectivo da visita ontem realizada
Com o objectivo de divulgar as tecnologias adoptadas num sistema de culturas em modo de produção biológica, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) promoveu ontem uma acção em que levou agricultores e técnicos a conhecerem o Campo Experimental Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, onde são feitas, a título experimental, culturas biológicas de luzerna (planta forrageira), milho, arroz e trigo.
A agricultura biológica representa «um nicho de mercado em expansão, sustentado por melhores preços e com ajudas específicas no âmbito do novo quadro comunitário». O estudo em curso no Campo Bico da Barca pretende promover a linha de trabalho de alguns países da Comunidade Europeia, através de uma boa gestão das infestantes e na procura de fontes de azoto necessárias dentro de um sistema de culturas adequado.
A Itália é um exemplo no que diz respeito à produção de arroz biológico, uma vez que, integrada em sistemas de culturas adequados e no uso de novas tecnologias, cultiva grandes áreas, que já ocupam cerca de 14.000 hectares. Os responsáveis pelo campo experimental pretendem mostrar que «é possível explorar este nicho de mercado» em Portugal.
Os objectivos do sistema de culturas em modo de produção biológica passam por estudar tecnologias adequadas à gestão de infestantes em modo de produção biológica, encontrar fontes de azoto orgânico que permitam rentabilizar as produções das várias culturas, melhorar a fertilidade do solo, contribuir para a melhoria ambiental e obter produtos de alta qualidade.
O dia aberto sobre tecnologias adoptadas num sistema cultural em modo de produção biológica contou com a colaboração das cooperativas agrícolas de Montemor-o-Velho e Soure, que trataram de divulgar a iniciativa e mobilizar os agricultores. Serafim Andrade, biólogo da DRAPC, que se dedica, há 25 anos, à experimentação, revelou tratar-se de uma «iniciativa inovadora e única no país».
«Temos de ver quanto custa a matéria orgânica e quanto nos vai dar em termos de produção», sublinhou o biólogo, acrescentando que «não pode concorrer com o outro modo de produção». «Temos de ver que, na venda, os produtos biológicos têm um acréscimo de 30 por cento», disse, antes de lembrar que «a produção é mais cara, mas a venda também tem de ser».
Serafim Andrade reafirmou que «a qualidade paga-se». O objectivo passa por «criar pequenas ilhas dentro do vale em que este modelo possa desenvolver-se». A preocupação da iniciativa de ontem foi «mostrar que se trata de uma produção possível e de um sistema viável», embora reconheça a existência de um «problema de mentalidade».
A presença de «muita gente» foi uma «surpresa» para o biólogo da DRAPC. «A inscrição de seis professores da Escola Superior Agrária de Coimbra foi a primeira surpresa», disse, para logo explicar que a escola pode «dar uma grande ajuda». «Perante as dificuldades de entrada no mercado de trabalho, os alunos podem tornar-se empresários», anunciou.
Texto de João Henriques Fonte: diário de Coimbra
29-05-07
Produtos Biológicos de Montanha (Guarda)
O concelho da Guarda regista uma aposta crescente nos produtos biológicos de montanha. Uma área de negócio que é muito bem vista pelas entidades municipais.
“É uma área económica em que há boas experiências concretizadas, na Europa”, diz o presidente da Câmara da Guarda, que reconhece as excepcionais potencialidades da região. “Com a altitude e com a zona que o concelho tem, no Parque Natural da Serra da Estrela e espaço geográfico adjacente, temos características únicas para que possam ser desenvolvidos produtos biológicos de montanha”, refere Joaquim Valente, explicitando, nomeadamente, os casos do mel, queijo, frutos secos e micologia, para o que existem boas condições de desenvolvimento. Fonte DB
28-05-07
Mercadinho do Botânico-Agricultura sustentável ganha adeptos
Diversas actividades marcaram ontem o terceiro aniversário do Mercadinho do Botânico, onde apenas são comercializados produtos provenientes da agricultura sustentável
O único espaço em Coimbra onde apenas se vendem produtos alimentares amigos do ambiente festejou ontem o terceiro aniversário. Para assinalar a data, foram organizadas diversas iniciativas, que não só pretenderam mostrar as vantagens da agricultura sustentável, mas também revelar o Jardim Botânico, local que recebe duas vezes por mês o Mercadinho.
Na origem do Mercadinho esteve uma mostra de produtos biológicos levada a cabo há três anos pelo Quental Biológico em colaboração com alguns amigos produtores adeptos deste tipo de agricultura. «Teve muita afluência», recorda Paulo Coelho, o principal impulsionador deste pequeno mercado quinzenal.
De então para cá, o número de expositores/vendedores ultrapassou a dezena, mas não é qualquer um que pode comercializar no Jardim Botânico. «O regulamento é «muito restritivo. Por exemplo, não são permitidos trangénicos nem pesticidas nos produtos», explica Paulo Coelho.
Couves, alfaces, frutos secos, plantas aromáticas e medicinais e sal são alguns dos produtos à venda, no segundo e quarto sábado de cada mês, no Mercadinho, que tem vindo a ganhar cada vez mais clientes – Paulo Coelho estima que «milhares de pessoas» já tenham comprado produtos no local. Um dos assíduos é o presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva. «Sempre que posso, dou aos meus filhos produtos de agricultura biológica», assegura, lamentando que muitos falem neste tipo de agricultura, mas poucos a pratiquem.
Aos que utilizem o argumento de que os produtos oriundos da agricultura sustentável são mais caros, o professor catedrático contra-argumenta: «O alfaiate também é mais caro que o pronto-a-vestir, mas é melhor. Não deveríamos ter tanto cuidado com o que metemos para dentro de nós, como temos com a compra de um carro? Há pessoas que compram um BMW, mas comem a comida mais fast food que há».
Paulo Coelho procura desmistificar a questão do preço dos produtos. Lamenta que ainda exista especulação em torno do negócio, mas deixa uma garantia em relação ao Mercadinho: «Queremos que sejam os próprios produtores a vender os produtos, pois assim o preço não é alto». Deixa também claro que se está perante uma «agricultura de ponta», praticada por pessoas com elevado nível de escolaridade e profundo conhecimento técnico.
Defensor acérrimo do ambiente, João Gabriel Silva deixa a seguinte conclusão: «Só quando os efeitos resultantes das alterações climáticas começarem a cair na cabeça das pessoas, é que estas darão conta que a defesa do ambiente não é coisa de lunáticos e fundamentalistas». Por isso, é peremptório: «Nestas questões, não me importo que me considerem lunático».
Ao som de música clássica
Para assinalar o terceiro aniversário, o Mercadinho do Botânico contou ontem com um programa de animação, que começou com uma pequena actuação de alunos do Conservatório de Música de Coimbra. Durante pouco mais de meia-hora, foi possível comprar couves, flores ou mel ao som de música clássica.
Da parte da tarde, decorreu uma visita guiada (gratuita) ao Jardim Botânico, facto que Paulo Coelho destacou como exemplo da interacção do Mercadinho com diversas entidades, entre as quais o Departamento de Botânica da universidade. Fonte DC
25-05-07
O Parlamento Europeu aprovou, a 22 de Maio, a resolução legislativa sobre agricultura biológica e rotulagem de produtos biológicos, que pretende definir explicitamente objectivos, princípios e regras aplicáveis ao sector
O objectivo é aumentar a transparência e confiança dos consumidores, contribuindo para a harmonização do conceito de produção biológica na União Europeia. Em Março passado, os eurodeputados disseram-se a favor de uma regulamentação mais rigorosa, defendendo um limiar de contaminação acidental destes produtos por organismos geneticamente modificados não superior a 0,1 por cento. Fonte Confagri
22-05-07
Alfândega da Fé tem 1773 hectares de plantação biológica
As devidas equivalências fazem de Alfândega da Fé um concelho exemplo em Portugal: 5,5 por cento do território do concelho tem plantações biológicas. Para um total de 1773 hectares, pertencentes a 73 produtores, a Empresa de Desenvolvimento de Alfândega da Fé (EDEAF) desembolsou cerca de 35 mil euros para pagar a certificação dos produtos biológicos produzidos no concelho. Um investimento que Cruz Oliveira, administrador da empresa municipal, considera “positivo”. A passagem do tradicional para o biológico é uma decisão muitas vezes difícil de tomar pelos produtores. A primeira razão é que os terrenos devem estar entre um e dos anos de carência. Ou seja, um período de conversão em que não se podem administrar fertilizantes, mas que os produtos ainda não são biológicos, devido à influência das matérias químicas durante vários anos. Outras razões são, por exemplo, que “quando se está a fazer produção biológica as oliveiras dão menos azeitonas, ou seja, menos rendimento. A mão de obra é igual o que significa que o agricultor tem menos rendimento esperando depois que esse produto lhe seja pago melhor, para diferenciar a qualidade”, esclarece Cruz Oliveira. A iniciativa da autarquia em pagar a certificação dos produtos foi acolhida da melhor forma. Depois de em Fevereiro do ano passado ter anunciado um protocolo de financiamento - assinado com a empresa SATIVA - a parceria estendeu-se a mais duas empresas: Certiplanet e Socert. Nas duas semanas seguintes ao anúncio os interessados “choveram”. E a explicação é simples: 2006 foi o ano em que o governo cortou com os apoios das medidas agroambientais. A única forma encontrada por alguns produtores para continuarem no biológico - mais caro que o tradicional - foi recorrer ao apoio da empresa municipal EDEAF, que ronda, em média, os 500 euros.
Venda de produtos biológicos sempre a aumentar
A venda de produtos orgânicos tem crescido a uma média de 25 por cento anualmente. E os produtos de Alfândega da Fé não têm tido problemas de escoamento. A quantidade de leite biológico produzido chega já aos 1500 litros semanais, que serão canalizados para fazer queijos. Mas outra grande parte da produção de leite biológico do concelho está a ser vendida a privados do concelho de Torre de Moncorvo. Outro bom comprador é uma rede de lojas de nome “Quintinha”, na zona de Lisboa. E é para lá “que se devem canalizar os produtos”. O clube de produtores da SONAE está entusiasmado, mas há limitações nas quantidades. Mais um sinal de que há ainda muito para crescer. “Hoje, tal como se vai a um médico e se aconselha que façam fritos com azeite e não com óleos, que se consuma manteiga em vez de margarinas, também dentro de pouco tempo vamos ter médicos a dizer para procurar os produtos mais naturais, que são os biológicos”, antevê o administrador da EDEAF. A próxima Feira da Cereja será também um boa forma de sensibilização, “para que os consumidores procurem nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas os produtos biológicos que fazem melhor à saúde”. O desafio da EDEAF para 2008 vai ser a promoção de embalagens e colocação de produtos biológicos, junto dos pequenos produtores. Os produtos coma marca Terras de Alfândega vão também começar brevemente a aparecer no mercado. In Terra Quente
